segunda-feira, 3 de setembro de 2012

O dia em que eu comi o Gilberto Gil

Calma, gente! Não se assustem com esse título, eu já explico!
Em mais uma da série LADO Bá comilanças, fui ao restaurante Central das Artes, em Perdizes. Fica na Rua Apinajés - 1081, quase na esquina com a Avenida Alfonso Bovero, perto do mercado Pão de Açúcar e da MTV. Sempre passo na frente e nunca tinha ido. Então finalmente resolvi aproveitar a hora do almoço do trabalho pra conhecer, na última quarta-feira.

Adorei! O lugar é diferente de um restaurante tradicional, tem as paredes do salão todas envidraçadas em grandes janelas, com uma vista linda do bairro e muito verde. Dá até pra enxergar a Avenida Paulista de lá! Foi bacana curtir um local calmo, arejado e com muita planta no intervalo do trabalho, pra sair do estresse da selva de pedra e do trânsito do dia a dia. A trilha sonora também estava ótima, baixinha e suave, com uma seleção que ia de Iggy Pop a Jack Johnson e Lenine. É um ambiente super agradável. Pena que eu só tinha uma horinha de almoço! O restaurante fica num grande casarão estilo anos 50.

No cardápio existem muitas opções à la carte e também pratos executivos prontos, com arroz, salada, fritas e filé. Destaco a opção que vinha com um filé de linguado e uma bata rústica no lugar das fritas. Parecia ótima! Mas me encantei mesmo com os pratos que deram fama à Central das Artes: os crepes. Tem um monte de sabores salgados e doces, a garçonete disse que era bem grande e ainda vinha com uma bela saladinha do lado. O mais curioso é que cada crepe tem o nome de um artista. Músicos, diretores de cinema, artistas plásticos e atores:  como James Dean, Fellini, Salvador Dalí e Picasso. Escolhi o Gilberto Gil, que era um crepe com catupiry, camarão e abóbora moranga. Hummm!

A comida chegou rápido à mesa e me ganhou de cara:


O crepe era realmente enorme, em estilo francês - massa redonda, delicada, fininha e dobrada ao meio. E a salada era muito bem servida, super fresquinha, com dois tipos de alface, tomate cereja, rúcula, agrião e bolinhas de mussarela de búfala. Estava tudo leve e delicioso! E parecem usar ingredientes de boa qualidade. Era Catupiry de verdade, o camarão era honesto, tinha azeite Gallo e um vinagre balsâmico bem bom, também. Como as porções são grandes, não me sobrou apetite para pedir uma sobremesa. Saí satisfeitíssima. Pena, porque a lista de crepes doces é tentadora. Queria muito um de Nutella! Então recomendo ir acompanhado para rachar o doce no final. Minha conta deu menos de R$ 30,00 reais, comi super bem e o atendimento foi muito simpático.

A Central das Artes ainda tem sorvete Rochinha, drinques, vários sanduíches, sucos naturais, um cardápio enorme! Eles ficam abertos no almoço e à noite e tem um espaço que serve de barzinho. Também tem um subsolo, que pode ser alugado para eventos e festas, com duas pistas de dança, chapelaria e espaço ao ar livre. É uma casa bem grande. O público que vi lá no almoço parecia ser um pessoal bem descolado. Tinha gente engravatada com cara de quem trabalha no banco, mas todos conversavam sobre coisas bacanas e tinham alguns grupos bem moderninhos, que suspeito que possam ser funcionários da MTV. Tinha gente de todas as idades e era um astral bem legal e leve. Recomendo a visita!

2 comentários:

  1. Oi Bá vou muito no Central das Artes fica a dica no inverno o festival de sopas deles é animal, fora os eventos que tem lá, sensacionais.... bjão

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  2. Pô, Zé, vamos lá juntos um dia! Eu adorei esse lugar =) Não sabia que vc conhecia! Beijão

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