terça-feira, 14 de agosto de 2012

O disco novo do Bloc Party é uma lindeza

O Bloc Party voltou, para a nossa alegria! E o novo disco deles, chamado "Four", será lançado no dia 20 de agosto. Mas aí a própria banda deixou o disco inteirinho para audição livre em seu site oficial, com todas as letras e a ficha técnica. Lindeza pura! "Four" tem 12 faixas e sua capa já foi divulgada:


1. 'So He Begins To Lie'
2. '3X3'
3. 'Octopus'
4. 'Real Talk'
5. 'Kettling'
6. 'Day 4'
7. 'Coliseum'
8. 'V.A.L.I.S.'
9. 'Team A'
10. 'Truth'
11. 'The Healing'
12. 'We're Not Good People'

A banda já tinha soltado algumas músicas do disco novo na internet: "Day Four" e "Octopus", que ganhou até clipe:



Acontece que eles guardaram o melhor pro final, já que as duas canções divulgadas não são nem de longe as mais legais do disco. Achei as duas bem meia boca - e olha que sou fã da banda. Acontece que o Bloc Party foi ficando cada vez mais eletrônico e menos rock, mas sem a mesma energia e o brilho de antes. Explico: a banda foi formada há 12 anos e estourou com seu disco de estreia - que tem pérolas como a sensacional "Banquet", uma das melhores músicas lançadas no século XXI. O som deles era guitarrada, vocal rápido, bateria pesada, baixo marcado - sem frescura:



Se destacaram e mereceram. A estrela era o vocalista Kele Okereke, que tinha um vozeirão maravilhoso, um sotaque inglês forte gostoso de ouvir, muito fôlego e carisma. E também era diferente ter um líder negro na banda, já que quase todo o cenário indie e rock é composto por músicos brancos; sem contar que Kele é homossexual e nunca escondeu isso. Muitas de suas letras retratam, inclusive, romances homossexuais. Essas características chamaram atenção para a banda. E o Kele era e ainda é um gato - foi, inclusive, eleito como o músico mais sexy do indie rock pelo site Nerve. Ele saiu da banda em 2009 e seguiu em uma carreira solo com um som bem eletrônico e dançante, com um vocal poderoso.

Resumindo: o som da banda nos dois primeiros discos ("Silent Alarm", de 2005; e "A Weekend In The City", de 2007) é bem diferente do terceiro ("Intimacy", de 2008), do single de 2009 (ironicamente batizado como "One More Chance", que foi lançado quando a banda quase voltou, mas desistiu) e dessas duas canções já vazadas do "Four". Honestamente, acho que a banda só foi piorando.

Mas, quando você escuta as outras faixas novas, vem a grata surpresa: guitarras elaboradas e som mais sujo e calcado no rock, com foco em guitarra, baixo, bateria e voz. O Bloc Party voltou às suas origens! Ufa! A abertura do disco, "So He Begins To Lie", tem uma bateria nervosa pesadíssima. Em seguida, vem "3X3", em que a voz é sussurrada até estourar poderosa no refrão, com um belo alcance do Kele; e as guitarras em primeiro plano de novo. "Real Talk" é uma coisa linda do começo ao fim, apesar de ser muito simples (mas tem um som de banjo!). O peso continua forte na "Kettling", a que mais me chamou atenção. Muito, muito boa! "Coliseum" também, começa com uns violões bem graves e acústicos, coisa que eles nunca fizeram (a marca do Bloc Party são guitarras bem agudas, rápidas e complexas de tocar, que ficam conversando entre si). E descamba pra um rock metaleiro pesadão pique Helmet. "We Are Not Good People" fecha o "Four" com riffs grudentos e um baixo marcadão, lembrando bem o primeiro disco deles. Muito amor. Escuta logo que vale a pena.

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