segunda-feira, 18 de junho de 2012

Tame Impala toca em São Paulo em agosto

Chora, seus hype!
A banda australiana Tame Impala, que é hype mas não é hype ao mesmo tempo (já explico), vai tocar em São Paulo no Cine Joia nos dias 14 e 15 de agosto. O primeiro show é fechado, pois faz parte da festa "Mixtape" do canal Multishow (que, pra quem ainda não sabe, pertence à Rede Globo). Vendo pelo lado bom, pelo menos o canal vai exibir o show ao vivo em seu site. O show foi confirmado e divulgado nas redes sociais hoje, gerando revolta dos fãs por ser exclusivo para convidados. Mas, para a nossa alegria (desculpem, não resisti!), o segundo show é aberto ao público e logo menos os ingressos vão começar a ser vendidos pelo Joia - ai, como eu odeio escrever "joia" sem acento! Quem foi que inventou as novas regras gramaticais do Português, mesmo?

Capa do Innerspeaker
Nunca ouviu falar do Tame Impala?
O quarteto da terra dos cangurus é "hype" porque faz parte daquele famigerado grupo de bandas moderninhas que ficam famosas entre um público apreciador de música alternativa. Eles tem um EP auto-intitulado de 2008 e só um disco: o Innerspeaker, lançado em 2010 com uma capinha psicodélica que me deixa meio tonta. Estão pra lançar um álbum novo, mas não tem nada pronto ainda. Já tocaram nos grandes festivais europeus e americanos e já apareceram na MTV e em todas as revistas e blogs de música que existem. Mas, ainda assim, a maioria nunca ouviu falar da banda. Sabe como é? Entretanto, o som do Tame Impala é diferente da maioria maçante das "bandas muderninhas". Conheço muita gente que detesta bandinha hype mas adora o Tame Impala. Apesar dos integrantes parecerem "hipsters do Brooklin", eles são australianos - já começa por aí - e realmente tocam bem seus instrumentos. São músicas gostosas de ouvir, autorais e diferentes. Algumas partes instrumentais e as vozes me lembram muito os Beatles - principalmente os vocais do John Lennon. Repara! E o som surpreende, nunca é óbvio, apesar da aura anos 60. A banda é mais psicodélica do que indie cheio de sintetizadores do tipo que tocaria em uma baladinha do Beco. Mas não me leve a mal: adoro várias bandas hypes, frequento as festas do Beco e não levo a sério essas bobagens de classificar coisas e pessoas como se fossem potes de maionese. Menos, né, gente?


Ah, sim: esses clipes são demais!




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