quinta-feira, 31 de maio de 2012

Regina Spektor continua genial

A russa de Moscou/nova iorquina Regina Spektor lançou há dois dias o seu sexto álbum, "What We Saw From The Cheap Seats". Ela vem se apresentando em vários programas de TV dos Estados Unidos promovendo o disco novo, que já pode ser comprado via iTunes, baixado pelas bandas da internet ou ainda escutado inteirinho via streaming. Uma beleza! Esse álbum é daqueles que você consegue ouvir duas vezes seguidas sem enjoar. Regina é uma das melhores cantoras do mundo, com um alcance vocal e uma afinação invejáveis. Ainda assim, ela tem um lado muito brincalhão que torna muitas das suas músicas realmente divertidas, engraçadas. Faz sotaques, imita vozes, faz barulhinhos e piadas. As letras acompanham, por vezes, essa crônica tão irônica e humorista, mas com um senso de realismo quase cruel.

O disco novo também já tem um clipe bem legal, cheio de efeitos e stop motion, dirigido pela filha do Tom Petty, Adria - chiqueza (e parece que Regina fica cada vez mais linda):



Ela também aparece no clipe da canção "Call Them Brothers", música que foi composta em parte por ela em parceria com o Only Son, projeto musical de seu marido, Jack Dishel (ele também já foi guitarrista do Moldy Peaches, acompanhando o Adam Green - o grupo ficou famoso com aqueeela musiquinha indie fofa tema do filme JUNO que eu aposto que você conhece!). "Call Them Brothers" está no segundo disco do Only Son, "Searchlight"; e também aparece em uma versão especial como um bônus na edição de luxo do "What We Saw From The Cheap Seats". O vídeo foi gravado em super 8 e tem essa cara de foto do Instagram e filme antigo:



"What We Saw From The Cheap Seats" é tão bom e genial quanto todos os outros discos de Regina. A diferença é que agora ela parece usar mais artefatos eletrônicos e efeitos, por vezes feitos com sua própria voz - como em "All the Rowboats", onde imita um barulho de sintetizador e batidas eletrônicas. Isso sem contar suas habilidades de musicista, tocando piano muitíssimo bem, obrigada; além de ser uma compositora de mão cheia. Ela combina doçura e delicadeza com uma inteligência afiada e o deboche à crítica ácida nas entrelinhas - escute "Oh Marcello". A tempo: nessa canção há uma bela referência à banda inglesa The Animals, dos anos 60. Presta atenção!

Mesmo nas partes que soam mais "estranhas" e malucas, sua música faz muito sentido e é sempre muito agradável de se ouvir. O que a torna uma das melhores artistas do mundo. Confesso que senti uma grande decepção quando vi o show dela na primeira edição do festival SWU, em 2010. Poucas pessoas prestavam atenção, muitas ficavam conversando alto durante a apresentação e  quase ninguém parecia conhecer de fato a dona Spektor e suas canções, até ela cantar Fidelity, que virou hit de novela aqui no Brasil. Triste, porque ela merecia muito mais valor e reconhecimento.

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