quarta-feira, 28 de março de 2012

Blood Red Shoes: In Time To Voices

Foi lançado oficialmente no dia 26 de março "In Time To Voices", o terceiro disco do duo inglês Blood Red Shoes, todo gravado em Liverpool - terrinha dos Beatles. Não tem pra vender no Brasil ainda, nem no Itunes brasileiro tem, mas a revista NME fez o grande favor de disponibilizar o álbum na íntegra, em streaming, pra gente já poder ouvir (e de grátis!). E com certeza já deve ter alguma versão vazada na internet pra baixar. Fuça aê ou seja hacker e copie as músicas do streaming (muahaha).

A capa é essa à esquerda e, mais uma vez, toda a arte do álbum foi feita pela Laura-Mary Carter, guitarrista e vocalista da banda, que estudou artes plásticas na faculdade e tem um grande cuidado com toda a parte gráfica que acompanha os trabalhos da dupla desde o primeiro EP lançado. Ela que fez o logotipo do Blood Red Shoes e o título do álbum em recortes de papel branco e montou o cenário das fotos, inspirado no excelente filme "Paris, Texas" (de Wim Wenders).



Em seu terceiro trabalho de estúdio "oficial", Laura e Steven (o baterista e também vocalista) decidiram ousar e usar instrumentos e sonoridades diferentes do que costumam tocar nos palcos - os dois primeiros álbuns eram bem minimalistas e reproduziam o que faziam ao vivo, bem crus. Mesmo assim, não deixaram sua identidade de lado e continuam a fazer rock simples, sem firula, sem pose, sem sintetizadores e computadores, sem autotune...enfim, "sem truques", como costumam dizer.

A faixa de abertura, "In Time to Voices", tem um quê de Led Zeppelin e anos 70 no refrão e nos backing vocals, que soam mais épicos. Aliás, o álbum todo tem uma pegada mais épica. Eles tentaram soar mais grandiosos. "Lost Kids", a segunda, tem uma letra bem direta: "We're not fighting to be heard, we just want to watch you burn" ("Não estamos lutando para sermos ouvidos, só queremos ver você queimar"). E aí o disco segue com a melhor faixa de todas, "Cold", que ganhou um clipe muito lindo feito em Paris, à noite, num frio de rachar (ah, que irônico...):



No primeiro disco da dupla (Box of Secrets, de 2008), todas as músicas eram agitadas, tinham guitarras altas e rápidas e bateria pesada. No segundo (Fire Like This, de 2010), apareceram canções bem distintas, mais leves e vagarosas. No terceiro, continuam a aparecer essas canções tranquilas, como "Night Light" (que é praticamente acústica, com piano e violão, instrumentos que eles nunca tinham gravado antes), "The Silence and The Drones" e "Two Dead Minutes" (que tem uma pegada igual à da fase psicodélica dos Beatles). Mas, com exceção da primeira, todas acabam descambando pra uma guitarra destorcida ou uma bateria pesada (que é bem a cara do Blood Red Shoes) e, ao mesmo tempo, o álbum apresenta as canções mais pesadas já feitas pela dupla: a já conhecida "Cold" e a gritada "Je Me Perds", que dura um minuto e meio e é bem diferente de tudo que eles já lançaram, mas remete à origem dos dois músicos da dupla, que têm um histórico de bandas punks. Achei muito classudo.

4 comentários:

  1. Tá brutal. Tens muito jeito para criticas :) bj

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    1. André, esse seu comentário fez o meu dia hoje. Muito obrigada =)

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  2. Foi no ano de 2008, depois de fuçar bastante por aqui, eu conheci este duo, na época bajulado pela crítica britânica, e até chamados de "White Stripes" inglês.
    Depois de ouvir o début na íntegra, chapei o melão, e logo encomendei a bolachinha numa importadora, já o segundo album, achei fraco, e por isso nem o tenho, mas este terceiro, me pareceu mais com a pegada do primeiro, e por isso já tá encomendado numa lojinha bacanérrima ( ufa, ainda bem que elas ainda existem ) aqui de Belô. Beijos, linda !

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  3. Concordo em partes com o comentario acima (walter), o segundo disco não é um disco fraco, mas realmente esse novo é muito melhor e se iguala ao primeirão, que é o melhor deles.

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