quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Músicas novas do Dorgas

Hoje o dia começou bem com novidades da banda Dorgas! Os amados meninos do Rio lançaram no Youtube músicas inéditas em parceria com o Oi Novo Som: Hortência, Egocêntrica, Vice-Homem, Patricinha Ingrata (amei o nome dessa), Campus Elysium e Van Der Glock. E sim, eles continuam nomeando suas canções com nomes bem estranhos.

Os vídeos têm som impecável e são bem legais visualmente, com imagens da banda em estúdio. Também tem takes de outras músicas já lançadas, como "Loxhanxha", que é muito boa.

Gostei bastante das músicas novas e acho que eles tão entrando numa onda um pouco diferente, achando a cara do som do "Dorgas", ou seja, mantendo sua identidade, mas agora com uma pegada mais anos 70 e canastrona. Ouça você mesmo:



Hortência começa com um tecladinho feliz, que some pra dar lugar a uma harmonização perfeita de guitarra e baixo. O baixo vem pesado, com muito groove, enquanto a guitarra aparece bem limpa encaixando perfeitamente, numa pegada de blues e jazz, bem classuda e bonita. Aí entra o vocal do Gabriel Guerra, mais agudo que o capeta. Ele canta em falsete com um sotaque tão puxado que acho difícil entender o que ele está cantando em algumas partes. Parece até português lusitano. Essa música é dividida em duas metades, começa muito ritmada e fluida, o som vem e volta como uma onda, mas depois cai em um solo de guitarra acompanhado por teclado e a bateria bem quebrada e muda essa sensação.

 

"Egocêntrica" começa com um teclado de filme de terror. Sabe? Logo entra um baixo ainda mais pesado que o de "Hortência", muito grooveado e puxadão, a guitarra ainda limpa numa pegada de blues, vocal sussurrado e sexy e "uuuhs". Me lembrou "Miss You", dos Rolling Stones. É uma estética bem anos 70. Nessa música a técnica do jovem guitarrista Eduardo Verdeja se destaca, com solos limpíssimos e virtuosos. O menino toca pra diabo, eu ainda me impressiono muito com ele. Destaque pros 4 minutos e poucos de música, quando o andamento acelera, a bateria pesa marcando mais a caixa e um teclado meio farofa (daqueles do fim dos anos 70 e começo dos 80, segurando um acorde longo com efeito) acompanha tudo em uma vibe de discoteca chique. Na sequência, já tocam a "Vice-Homem" emendada.

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