domingo, 4 de setembro de 2011

Pitanga

A Mallu Magalhães tá pra lançar seu terceiro disco, já. Ela acabou de fazer 19 anos e gravou o álbum novo aqui do lado de casa, usando fita (!), no estúdio El Rocha! (oh, céus, será que eu vou ser sequestrada agora, com essa pista? hahaha).
Eu acho que é muita coisa, cara. Ela é mesmo muito nova.

Eu sinceramente sempre achei que pegam demais no pé dela. Ainda mais depois dos relacionamentos com o Hélio Flanders, do Vanguart; e obviamente com o Marcelo Camelo.

Eu também sempre gostei dela e de muitos elementos das suas músicas, apesar de achar que é um perfeito exemplo de "overrated" na arte contemporânea. De qualquer forma, acompanho os trabalhos da Mallu e gosto das coisas que ela escreve musicalmente e em seu blog (http://www.mallumusic.com.br/), além dos seus desenhos, bordados, roupas e o fato de tocar muitos instrumentos, compor em inglês e não estar nem aí. Faz tempo, já, eu tava lendo sobre o processo de composição do novo disco, que vai se chamar "Pitanga" (bacana o nome), e gostei muito mesmo de uma das músicas que deve ter entrado, que ela postou no blog:

"Pode falar, que eu não ligo,
agora, amigo
eu tô em outra.

Eu tô ficando velha,
eu tô ficando louca.

Pode avisar que eu não vou, eu tô na estrada
eu nunca sei da hora
eu nunca sei de nada.

Nem vem tirar meu riso frouxo
com algum conselho,
que hoje eu passei batom vermelho.
Eu tenho tido a alegria como dom
em cada canto eu vejo o lado bom.

Pode falar, não me importa.
O que eu tenho de torta
eu tenho de feliz.
Eu vou cambaleando
de perna bamba e solta."

Não sei se foi por ter me identificado tanto, mas achei tão bonito, tão sincero e ao mesmo tempo tão simples e feliz. De uma paz interna imensa. Eu curti =) E agora tive muita vontade de escutar esse "Pitanga".

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